sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ainda..

Confesso que ainda concedo-lhe meus beijos (não)castos, ainda te importuno com meus abraços, ainda afago seus cachos.
Confesso que ainda espero teu peito arfante de desejo por mim, ainda me humilho por teus gemidos, por teus sentidos, por ti.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Engraçado isso, hoje como sempre eu estava lendo a um monte de blogs 'não politicamente corretos' que criticam de modo feroz e sarcástico a natureza humana e toda e qualquer barbaridade do nosso governo, assim como todos os maiores pecados que nos acometem, como a ignorância. Não preciso dizer o quanto admiro e invejo pessoas que conseguem se expressar sem amarras morais, aquelas que dizem tudo de forma inteligente, mas sem o mínimo de consideração pela 'diplomacia' acreditando que essa é a única forma de libertarem sua própria mente. Eu não poderia concordar mais.
Mas em todo caso, enquanto lia algumas verdades nada animadoras, minha esperança desvanecia de tal forma que cheguei a pensar que não fazia mais sentido continuar aqui, uma vez que até mesmo seu esforço em favor da mudança poderia ser cruelmente criticado, uma vez que na verdade... você não passa de um simples mero e mortal humano.
Não sabe como isso mexeu com todas as minhas vontades, com todas as minhas certezas, com todos os meu planos. Pensei em suicídio, afinal o que aquelas pessoas afirmavam é que realmente o ser-humano é patético demais para desfrutar do milagre da vida. Afinal meus caros, estamos aqui apenas para nos contradizermos, apenas para odiar e ser odiado, destruir e ser destruído, criticar e ser criticado. Deus do céu!
Pensei novamente em suicídio, porque afinal esse ato, aparentemente libertador, era tão mal julgado? Seria mesmo que o simples motivo para o suicídio ser mal-visto, era por causa dos termos morais e religiosos? Seria só o cristianismo que nos fazia ver que o suicídio era um ato pecaminoso, mesmo estando diante dessa humanidade retardada e sem futuro?!

Não! E eu vou explicar. Mesmo que não existisse Deus, ou mesmo que os morais da nossa sociedade não tivesse profundas influência da igreja, ainda assim o fato de desistir por completo da vida ainda seria absurdamente ridículo, até mais ridículo que nossa natureza humana. E por que isso? Porque simplesmente, uma vez que estamos aqui, temos o poder de fazer mudar até os mais sórdidos 'detalhes' que construíram nossa má fama. Sim, é verdade meu caro, que quanto mais conhecemos o mundo como ele é, mais nos enojamos, mas ainda assim nada muda o seu poder de escolha e de mudança! E oras, também não quer dizer que estou querendo inibir sua liberdade de expressão, nem estou querendo diminuir a importância de sua crítica. Mas por favor, amigos, certas críticas denigrem não só a imaginem de toda a sociedade, como também indica o nível da sua imbecilidade, pois diante de toda essa bosta de mundo, a única coisa que se propõe a fazer é criticar até o que por vezes nos dá força pra continuar. E isso é na verdade o que existe de mais triste.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O short é
Ode
Do seu corte
De corações
Amargos
Cansados
Exaustos
Tarados.
O short é
Curto
Desfiado
Ousado
Desalinhado como
A insanidade que
Alimenta a
Saudade
Das pernas
Onde arde
O contrato
Entre elas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

primeiro post.

Primeiro que, eu criei esse blog por falta de opção. Eu tinha que ter alguma forma de expressar o meu espírito doente, senão a doença ia ficar só dentro de mim e não ia dar certo. Eu podia um dia vomitar tudo por aí, e poluir o mundo mais ainda. Fora que tenho algumas ambições artísticas que com certezas são tão ilusórias quanto o meu ponto de vista sobre tudo. Mas não faz mal tentar. Então, tentarei.